Semana da Visibilidade Trans
Organizada pela AmoSerTrans desde 2015, celebra a diversidade e promove a inclusão da comunidade trans e travesti. Com palestras, rodas de conversa, oficinas e eventos culturais, a iniciativa busca fortalecer a luta por direitos, dar visibilidade às demandas da comunidade e construir um espaço de acolhimento e empoderamento.
XI Edição - Transcendendo Gerações: Sobrevivendo ao ontem, ao hoje, e ao amanhã
A 11ª Semana de Visibilidade Trans trouxe reflexões sobre as vivências trans ao longo do tempo. A programação incluiu mesas de debate na Universidade Federal de Sergipe e no Hospital Universitário, abordando questões fundamentais para a comunidade trans. Os temas das mesas foram: "Crianças trans são crianças: percorrendo a lógica entre a diversidade e a infância" – discutindo a importância do reconhecimento e acolhimento da infância trans. "Ainda estou aqui. Queremos envelhecer." – abordando o envelhecimento da população trans e suas demandas. "População e situação de rua: criminalização da pobreza e os direitos humanos" – debatendo os desafios enfrentados por pessoas trans em situação de vulnerabilidade. "Ações afirmativas para pessoas trans: ampliando direitos e construindo redes" – destacando políticas e iniciativas para a inclusão social e profissional da população trans. O encerramento contou com uma atividade cultural especial, trazendo à tona a cultura Ballroom por meio do baile "Que Ball da Xuxa é esse?", uma celebração vibrante da expressão trans. Além disso, esta edição marcou um momento histórico com o lançamento oficial do site AmoSerTrans.com.br, fortalecendo a visibilidade e o acesso a informações para a comunidade.
X Edição - 10 Anos de Visibilidade Outras
Esta edição foi especialmente marcante, celebrando um marco histórico de 10 anos na construção de um evento que se consolidou como um verdadeiro divisor de águas para o movimento trans em Sergipe. Ao longo dessa trajetória, refletimos sobre nossas conquistas e desafios, percebendo que, embora hoje sejamos mais visíveis e ocupemos espaços que antes pareciam inatingíveis, precisamos nos perguntar: *que tipo de visibilidade desejamos? E, para além da visibilidade, o que realmente queremos alcançar?* Com esses questionamentos em mente, abordamos temas essenciais que refletem a pluralidade e a profundidade das nossas vivências. Discutimos o papel da educação na transformação social, com destaque para as cotas destinadas a pessoas trans na UFS, reafirmando a importância da inclusão no ensino superior. Também lançamos um olhar cuidadoso para a juventude trans, debatendo perspectivas futuras e a construção de políticas públicas que atendam às suas necessidades e sonhos. Exploramos questões de direitos humanos sob múltiplos prismas, incluindo saúde, religiosidade, povos originários e a interseccionalidade que permeia nossas vidas. Além disso, dedicamos um espaço especial para refletir sobre a expectativa de vida de pessoas trans acima dos 50 anos, destacando as lutas e conquistas da terceira idade, muitas vezes invisibilizadas. Encerramos essa celebração com nossos tradicionais shows culturais, que trouxeram a arte como resistência e reafirmação da nossa identidade, proporcionando momentos de emoção, alegria e união. Foi uma edição que não apenas celebrou nossa história, mas também reforçou o compromisso com um futuro mais justo e inclusivo para todas as pessoas trans.
IX Edição - Defesa dos Direitos Humanos e Fortalecimento dos Movimentos Sociais
Nesta edição, destacamos a importância de fortalecer os movimentos sociais que lutam pela defesa dos direitos humanos. Diante da conjuntura política da época, tornou-se essencial reafirmar posições em favor da Democracia e resistir aos graves ataques vindos do governo federal. Os eventos incluíram mesas de debate sobre A importância dos movimentos sociais na defesa dos direitos humanos e Parentalidade e incidência: a transmissão do cuidado na diferença. Realizamos também uma roda de conversa sobre Corpos travestis e ocupação de espaços, O movimento das transmasculinidades no Brasil e em Sergipe: o ontem, o hoje e o amanhã e um ato simbólico de multidão para a abertura do processo de acesso à hormonização gratuita. Acompanhamos a posse histórica da primeira deputada estadual trans de Sergipe, Linda Brasil. Além disso, promovemos um podcast com o tema Empregabilidade, direitos e conquistas e uma oficina prática de produção de documentários. Essas atividades reafirmaram nosso compromisso com a luta pelos direitos humanos e o fortalecimento da diversidade.
VIII Edição - Meu corpo, Meu lar: Corporeidade e Interseccionalidade
Nesta edição, mergulhamos na reflexão sobre nossas corpas, explorando suas interseccionalidades e como essas múltiplas dimensões impactam a forma como nos percebemos e somos percebides. Corpas que resistem ao tempo, às transformações estruturais, aos bisturis e às normas sociais impostas. No centro dessa discussão, abordamos também as opressões que atravessam esses corpos historicamente negligenciados, como a gordofobia, o capacitismo, o racismo e outras formas de discriminação que se entrelaçam na diversidade das vivências de pessoas trans. Os temas incluem antagonismo e representatividade, corporeidade, passabilidade e gordofobia, além da intersecção entre gênero, classe e raça. Tudo isso acompanhado de atrações culturais que enriquecem e celebram essas narrativas.
VII Edição - Políticas Sociais
Foi um ano extremamente desafiador, marcado pela necessidade urgente de fortalecer as políticas de assistência social diante do período crítico de pandemia que enfrentávamos. A realidade de uma população majoritariamente envolvida na prostituição ou no mercado informal tornou ainda mais evidente os impactos devastadores da fome e da precariedade, que assolaram de forma profunda a comunidade trans. Nesse contexto, a luta pela sobrevivência foi intensificada, enquanto o luto pelas perdas acentuou a importância de permanecermos vigilantes e aguerridas em nossa resistência e organização coletiva. As discussões desta edição trouxeram à tona temas essenciais para a reconstrução e o fortalecimento de nossos direitos, como a implementação de políticas representativas, ações afirmativas, a ampliação de programas assistenciais e a garantia de moradia digna para nossa população. Mesmo em um formato virtual, conseguimos manter viva a tradição de celebrar nossa cultura e identidade, oferecendo shows culturais que emocionaram e fortaleceram nossa união, reafirmando que, mesmo em tempos difíceis, nossa luta e nossa arte seguem pulsando.
VI Edição - Religiosidade e Saúde Mental
Em parceria com o Departamento de Ciências da Religião da Universidade Federal de Sergipe, promovemos um debate sobre a influência das religiões na aceitação – ou rejeição – de pessoas trans, especialmente no contexto familiar. O evento reuniu diversos líderes religiosos para discutir temas cruciais, como: Ideologia de gênero e preconceito contra a população LGBT, Empregabilidade de pessoas trans, Políticas públicas trans inclusivas e Espiritualidade e transgeneridade. Além dos debates, a programação contou com as tradicionais performances artísticas, enriquecendo a abertura e o encerramento do evento.
V Edição - Gênero e Educação
Com foco no papel transformador da educação, promovemos, em parceria com o Departamento de Educação da Universidade Federal de Sergipe, debates sobre gênero como ferramenta essencial para combater a transfobia estrutural no Brasil. Refletimos sobre a urgência de reduzir a evasão escolar de pessoas trans e discutimos estratégias para garantir seu acesso e permanência no ensino superior. Os temas abordados incluíram: Projetos de visibilidade e diversidade na educação, Pessoas trans na educação, Oficina de integração para pessoas trans, Educação e empregabilidade e Debate sobre gênero no ambiente escolar. Além disso, realizamos o Ocupe a Praça, com uma aula de defesa pessoal voltada para travestis que atuam na prostituição, reforçando a importância de segurança e cidadania.
IV Edição - Direitos e Cidadania
Na 4ª edição, realizamos, em parceria com o Departamento de Direito da Universidade Federal de Sergipe, um debate essencial sobre os direitos e a garantia da cidadania para pessoas trans. Entre os temas abordados, destacaram-se: Reorientação sexual: não há cura para o que não é doença, População LGBT em situação de vulnerabilidade social, Oficina Corpo Transgressor, Despatologização das identidades trans, Retificação de nome e gênero de pessoas trans e População carcerária LGBT. Esta edição também foi marcada por um momento histórico: a inauguração da Casamor LGBT.
III Edição - Mídia e Representação
Em parceria com o Departamento de Comunicação da UFS, promovemos um debate sobre como a mídia contribui para o reforço de estereótipos negativos em relação à população trans. Durante o evento, abordamos temas fundamentais nas mesas de discussão, como: Mídias alternativas: um espaço de resistência, O que não fazer, Vivências trans, Transfeminicídio e transfobia: causas de morte, Representatividade trans na mídia, Segurança pública e cidadania das pessoas trans e Mídia, educação e saúde: desconstruindo a patologização. Além disso, contamos com apresentações culturais, enriquecendo ainda mais a programação.
II Edição - Despatologização das Identidades Trans
Na época, as identidades trans estavam categorizadas no CID-10 como transtorno de identidade de gênero, sendo tratadas como uma doença mental. Durante a programação do evento, foram discutidos temas cruciais, como segurança pública e estratégias para conter a violência contra a população LGBTQIA+. Entre os assuntos abordados estavam: a visibilidade trans; o papel dos profissionais no atendimento a pessoas trans; "Corpo em questão: os limites do saber médico"; educação e inclusão com foco em acolher a diversidade; mídia e comunicação utilizando a publicidade em favor da causa; cidadania precária, abordando decisões normativas e seus impactos; o manifesto "Queremos viver mais de 35 anos"; além de protestos contra a transfobia e apresentações culturais.
I Edição - Educação, Direito, Saúde e Políticas de Cidadania
Em breve... primeira edição foi realizada em parceria com o Departamento de Biologia da Universidade Federal de Sergipe. Durante o evento, foram debatidos temas como educação, direitos, saúde e políticas de cidadania. A programação aconteceu de 27 a 29 de janeiro, contando com mesas-redondas, oficinas, cine-debate e diversas atrações culturais. Os temas das mesas-redondas incluíram: "Gênero e Diversidade na Escola", "Visibilidade Trans na Mídia", "Cidadania Precária e Saúde Trans", "Cine Escola: Vivências Trans e Juventude", "Pessoas Trans e Educação", e "Violência, Identidade e Direitos Trans".